Adestramento Curitiba com Aguinaldo Diniz

 Aguinaldo Diniz é especialista em comportamento canino, sem abuso físico e sem traumas.  Escritor do Livro - Por Dentro Da Mente Dos Cães

Seu cão merece o melhor em adestramento de cães!

 

Comportamento inadequado é exatamente como mato, se não cortar ele cresce!

 

Como você cuida de um jardim? Acrescentar adubo só nas plantas que você quer que cresçam? Ou tirar as ervas daninhas? Ou tirar as ervas daninhas e "depois" adubar as plantas que quer ver crescer? 
A maioria dos adestradores positivistas acreditam inocentemente ou até mesmo não tão bem intencionados, que se ficarem alimentando os bons comportamentos não terão comportamentos inadequados. Nada está maislonge da verdade. É quase impossível os comportamentos inadequados não surgirem, principalmente quando o proprietário não sabe ler o comportamento ou as intenções do cão. A base universal do adestramento é formada por reforço positivo / reforço negativo e punição positiva/ punição negativa. Todo adestrador profissional sabe utilizar esta base universal. Mas, alguns oportunistas de fim de semana e que estão em busca de apenas uma renda extra não estão interessados em "solucionar" definitivamente os problemas comportamentais e "vendem" a ideia de que reforçar os bons comportamentos será a solução o que não é verdade, pois desde os primeiros dias de vida os filhotes são corrigidos por suas mães caninas. Portanto, quando um "adestrador" se diz profissional mas não sabe ou não quer corrigir os comportamentos inadequados utilizando a base universal do adestramento, desconfie. O mundo não é tão colorido como eles imaginam. Lembre-se que eles só querem uma renda extra e vender para você duas ou dez aulas, resolverá o problema financeiro dos que vendem este serviço por aulas mas não o seu, pois o adestramento profissional é realizado com aulas constantes e diárias e não duas vezes semanais. Procure um adestrador profissional. Em provas oficiais de adestramento, promovidas pela FCI, você encontrará diversos profissionais da cinofilia. 
Para uma melhor compreensão da base universal do adestramento, leia o livro: 
POR DENTRO DA MENTE DOS CÃES - Editora Aprris.

 

Adestramento Sistêmico
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Dois Fatores que provocam o stress

 

O primeiro fator é a alta dominância ou alta submissão – tanto um cão dominante quanto um cão submisso estão sujeitos ao estresse.

O cão dominante quer impor sua vontade a qualquer custo e se em seu estilo de comportamento ele apresenta agressividade, então se preciso for o cão dominante apresentará agressão contra semelhantes ou contra pessoas inclusive seus tutores.

E isso gera estresse em alto nível, além de ocasionar uma quebra no relacionamento, um pode deixar de gostar do outro e a comunicação não fluirá espontaneamente.

No caso do cão submisso, pelo sentimento de incapacidade que o cão apresenta, toda e qualquer estimulação gera um desconforto no cão submisso e apesar de que os donos queiram interpretar a conduta do cão submisso como demonstração de afeto e carinho isso na verdade é apenas uma manifestação de descontrole emocional, urinando-se e deitando de barriga para cima, balançando a cauda entre as pernas enquanto está nesta posição.

Com olhar meigo e choroso, engana muitos donos desavisados que os enchem de carinho e atenção neste momento, gerando uma liberação de estresse para conseguir a atenção do dono. O cão pode condicionar-se a liberar as emoções que gerou o estresse para atrair o dono.

Uma solução seria o proprietário posicionar-se como um líder forte, um pouco acima do nível do cão dominante e desta forma fazer o cão entender que não é ele que está no comando e sim seu dono.

Atitudes de liderança no reino animal foram transmitidas aos cães modernos e assim temos uma maneira atávica de nos colocarmos na liderança de nosso cão dominante.

Comer antes do cão, deixar o cão numa posição mais baixa e isso significa não permitir que ele suba na cama ou sofá, mas deitar no chão ao nosso pé, comandar exercícios de obediência e ter uma conduta clara do que pode ou não pode permitir o cão fazer.

Para o cão submisso a questão é ser justo e não aceitar os comportamentos de manha ou submissão e exigir que o cão sentasse antes de ganhar a atenção e o carinho do dono.

A etologia descobriu que a superação de obstáculos deixa o cão mais esperto e seguro, então não devemos treinar percursos de agility com um cão dominante, mas sim com um cão submisso que com certeza o deixará mais seguro de si.

 

O segundo fator espírito de luta acentuado ou inexistente. Quando esta vontade interior é acentuada, há uma tendência a lutar, disputar e querer vencer a batalha. A vontade é de suprema importância em cão de guarda, cão de esporte ou trabalho policial. Mas num cão que é destinado simplesmente a acompanhar seu dono em sua vida diária, pode ser desastroso. O excedente de vontade em um cão com espírito de luta acentuado criará uma relação com problemas e mais uma vez a comunicação ficará comprometida quando um dos dois ou os dois resolverem que é vontade própria que deve prevalecer. Mordidas por parte do cão e gritos por parte dos donos somente gerará mais estresse. Na outra extremidade, um cão com vontade inexistente, pode ser uma decepção para um dono que quer divertir-se, quer correr e brincar mas seu cão não. Um cão assim, simplesmente não tem vontade de fazer nada, apenas ficar em seu canto por vezes parecendo até que está enfermo. Esta maneira de agir, sem vontade de comer, sem vontade de passear, enfim, a vontade interior é inexistente e gera um desconforto pelo excesso de estimulação dos ambientes. Donos que falam demais querem dar carinho exacerbado, acrescentar um monte guloseimas na alimentação para tentar gerar vontade no cão não vai funcionar, vai gerar estresse.